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Como negociar dívida de cartão de crédito sem cair em outra

Por Equipe Garimpar · Atualizado em · Aula de 10 min

Como negociar dívida de cartão de crédito: olhe o total, veja se a parcela cabe no seu mês, peça o CET e a proposta por escrito, e saiba o que nunca aceitar.

Olhe o total
Parcela × número de parcelas: 24 de R$ 190 dão R$ 4.560, R$ 1.560 a mais do que quitar por R$ 3.000
Cabe no mês?
A parcela tem de caber no teto: o que sobra depois do básico, menos uma folga, para todas as dívidas juntas
Entre as que cabem
A de menor total. Se nenhuma cabe, diga quanto você consegue pagar e peça prazo e desconto
Pergunte o CET
O custo efetivo total: a taxa por ano com juros, tarifas, imposto e seguro. Compare CET com CET
Nunca aceite
Pagar antes para liberar acordo, boleto ou link que chegou sem você pedir, Pix para um nome que não é o da empresa e «limpa nome» pago
Ouvir a aula com voz (10 min)Ouça esta aula com voz e saia com a parcela máxima para o seu acordo e o roteiro da ligação. Grátis e sem cadastro.

«Só R$ 190 por mês»

Quando a dívida aperta, qualquer proposta parece um alívio. É aí que muita gente fecha um acordo que não cabe, ou que custa mais do que parecia. Não é descuido: é cansaço. E dá para fazer diferente.

A Cláudia deve R$ 3.200 no cartão, no rotativo: os juros que correm quando a fatura não é paga inteira. Ela procurou o banco e recebeu duas propostas. A: quitar hoje por R$ 3.000. B: 24 parcelas de R$ 190.

Só R$ 190 por mês parece leve. Qual das duas sai mais barata? E qual cabe no mês?

O preço de parcelar

Então, na B, R$ 4.560: R$ 1.560 a mais do que quitar. É o preço de parcelar. E, se tiver entrada, some a entrada no total.

E a lei ajuda: antes de fechar um parcelamento, a empresa tem de mostrar quanto fica à vista e quanto fica no total, parcelado.

Mas a B não é vilã. No rotativo, os juros passam de 15% ao mês, na média. Na B, ficam em uns 3 a 4% ao mês. Trocar o rotativo por um parcelamento já protege: a dívida para de crescer depressa.

A pergunta certa: cabe?

Agora, a pergunta certa: a parcela cabe no seu teto? O teto é o que sobra depois do básico, menos uma folga. Na Cláudia, R$ 200 por mês, para todas as dívidas juntas.

A luz atrasada vem antes: pode ser cortada. O acordo da luz, 5 parcelas de R$ 60, deixa R$ 140. Depois, o cartão, que cresce mais rápido. O empréstimo em dia fica para depois. A B pede R$ 190: não cabe.

Parcela que não cabe quebra o acordo, e a dívida volta. Melhor uma parcela menor, que você paga até o fim.

A parcela pequena que engana

O banco oferece uma terceira, a C: 36 parcelas de R$ 150. Parece mais leve. Quase cabe.

Mas faça a conta: 36 vezes R$ 150 dá R$ 5.400. São R$ 840 a mais que a B. Os juros são quase os mesmos. O que encarece é o prazo: um ano a mais pagando.

Então, a regra: primeiro, veja quais cabem no que sobra do teto. Entre as que cabem, o menor total. Se nenhuma cabe, diga quanto você consegue pagar. Mais prazo custa mais, é o preço de caber: peça também desconto nos juros.

O que perguntar

Na ligação ou no chat, é você quem pergunta. Qual o valor total? Quantas parcelas, e de quanto? Tem desconto à vista, ou com entrada? Posso adiantar parcelas com desconto?

E pergunte o CET, o custo efetivo total. É a taxa por ano com tudo dentro: juros, tarifas, imposto e seguro. Banco e financeira têm de informar o CET antes de fechar.

Compare CET com CET, nunca com os juros ao mês. No carnê da loja, peça por escrito a soma total e as parcelas. E pergunte o CET: nem sempre vem no papel.

Por escrito, e o que nunca aceitar

Antes de pagar, peça a proposta por escrito. Nela: o nome da empresa a quem você deve, o credor, e o CNPJ, o número de registro dela. O que está escrito obriga a empresa. E anote o protocolo, o número do atendimento.

E o que nunca aceitar? Pagar antes para liberar acordo. Boleto ou link que chegou sem você pedir. Pix para um nome que não é o da empresa. E limpa nome pago: não quita a dívida.

Quem procura é você, pelo canal oficial. E não precisa fechar na hora: pense com calma.

Perguntas frequentes

Como negociar dívida de cartão de crédito?

Procure você o banco, pelo canal oficial. Pergunte o valor total, quantas parcelas e de quanto, se há desconto à vista ou com entrada, e o CET. Veja quais propostas cabem no que sobra do seu mês para as dívidas e, entre elas, escolha a de menor total. Se nenhuma cabe, diga quanto consegue pagar por mês e peça prazo e desconto. E peça tudo por escrito.

Vale a pena fazer parcelamento de dívida?

Parcelado, você paga mais no total: no exemplo da aula, 24 parcelas de R$ 190 somam R$ 4.560, contra R$ 3.000 para quitar à vista. Mas, para quem está no rotativo do cartão, com juros acima de 15% ao mês na média, trocar por um parcelamento já protege: a dívida para de crescer depressa. Só aceite uma parcela que caiba no seu mês.

O que é CET?

É o custo efetivo total: a taxa por ano com tudo dentro, juros, tarifas, imposto e seguro. Banco e financeira têm de informar o CET antes de fechar. Para comparar propostas, compare CET com CET, nunca com os juros ao mês, ou compare o total em reais.

Vale a pena pegar empréstimo para pagar dívida?

Em geral, não: pegar empréstimo ou usar o cheque especial para pagar dívida é trocar uma dívida por outra, com juros novos, e cavar o buraco mais fundo. Quitar à vista costuma dar o menor total, mas só com dinheiro que você já tem.

Antecipar parcelas dá desconto?

Dá. Pelo Código de Defesa do Consumidor, quem quita a dívida antes ou adianta parcelas tem direito à redução proporcional dos juros, e no banco isso não pode ter tarifa. Na negociação, pergunte: posso adiantar parcelas com desconto?

O que pedir por escrito num acordo de dívida?

A proposta inteira, antes de pagar: o valor total, as parcelas, o nome da empresa a quem você deve e o CNPJ dela. O que está escrito obriga a empresa. Anote também o protocolo, o número do atendimento. E não precisa fechar na hora.

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Fontes oficiais

O Garimpar é um guia independente de educação financeira: não vendemos produto financeiro nem indicamos empresa. Este conteúdo é educativo e explica as regras gerais; para decisões do seu caso, confira com a instituição ou o órgão responsável.

O curso: Sair das dívidas em 10 passos

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  1. Sair das dívidas
  2. Estou endividado
  3. Organizar as dívidas
  4. Primeiro, o básico
  5. Pare de cavar
  6. Qual pagar primeiro
  7. O mês de verdade
  8. Negociar a dívida
  9. Negociar na prática
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  11. Plano de saída

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